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Nossa Comunidade

London, United Kingdom
Liberdade. Muitos viveram por ela. Muitos viveram sem ela. Muitos sonharam, lutaram e até morreram por ela. Valor inestimável para a humanidade, a liberdade tem sido causa de guerras e revoluções, tem dado sentido para a vida e para a morte. Ao longo dessa história, a religião, – com seus dogmas, preconceitos e intolerâncias, tem sido vista como perseguidora e limitadora da verdadeira liberdade. Esta nunca foi a proposta de Jesus: um homem livre de preconceitos, que amava as pessoas incondicionalmente, oferecendo-lhes uma nova razão de viver. A Comunidade Icthus oferece a oportunidade de rediscutir o conceito de liberdade, a partir dos ensinamentos de Jesus Cristo, e também de experimentá-la de forma plena e integral, proporcionando paz, amizade, restauração e um novo propósito pra vida. Como disse Santo Agostinho, “o homem é mais livre quando controlado apenas por Deus”. Nossas reuniões: Endereço:205 Portobello Road London W11 1LU,Notthing Hill . Data e Horário: Todos os Domingos, às 19h. Contato:info_icthus@hotmail.com ou 07901213802

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Nossos Lideres

Nossa Visao

Icthus Church

A Icthus Church e uma igreja que busca viver fora de religiosidade ,preconceitos

sábado, 1 de maio de 2010



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quinta-feira, 29 de abril de 2010

O QUE E A IGREJA ?

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Mergulhando na Palavra

As 3 dimensoes da fe salvadora
Hoje, está mais do que comprovado que a fé é um elemento imprescindível para uma boa qualidade de vida. Pesquisas e mais pesquisas tem surgido sobre a importância da fé para o bem estar das pessoas. Mas aqui é preciso parar um instante e se perguntar sobre essa fé. Que é preciso ter fé, todos sabemos! Mas qual fé? Fé em quê ou em quem? Durante os quase dois mil anos de história, os grandes pensadores da Igreja e principalmente os reformadores do século XVI sempre caracterizaram a verdadeira fé salvadora em três elementos, ou dimensões.
1) Informação (é preciso entender o evangelho)Hoje em dia é muito comum ouvirmos que o importante é acreditar em alguma coisa: “não importa no que você creia, desde que seja sincero”. As pessoas confundem fé com boas intenções. Biblicamente, porém, podemos estar sinceramente errados e é por isso que a verdadeira fé salvadora envolve o conhecimento do evangelho, que são as boas novas de salvação. Calvino, o grande reformador do século XVI, disse que “fé apoia-se no conhecimento, não em ignorância pia”. Não basta crer, não basta ter um coração piedoso, não basta acreditar na igreja e ser fiel a ela… A verdadeira fé envolve um “saber” e um “conhecer” pessoal. A fé cristã não é irracional. Sproul, um grande teólogo contemporâneo, disse que “não posso ter Deus em meu coração se não o tenho em minha cabeça”, e John Stott, outro grande teólogo, escreveu um livro cujo título diz: “Crer Também É Pensar”. O apóstolo Paulo, falando dos judeus que não reconheceram Jesus como o Salvador e Messias, disse que “eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento” (Rm 10.2). Quando a fé não passa pela razão, invariavelmente leva ao fanatismo religioso. Finalmente, lembramos aqui da recomendação de Pedro: “santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15).
2) Assentimento (é preciso concordar com o evangelho)Embora o entendimento das verdades essenciais do evangelho seja fundamental para a salvação, isso não é suficiente. Eu posso conhecer perfeitamente o plano de salvação, tirar 10 numa prova de teologia e ainda assim não concordar com nada do que sei. É por isso que a fé salvadora envolve este segundo elemento que é o assentimento. Não basta entender o evangelho na cabeça, é preciso acreditar que aquilo que se sabe é a verdade. Citando mais uma vez as palavras de Calvino, “é preciso derramar no coração o que a mente absorveu, pois a Palavra de Deus não é recebida pela fé, se fica esvoaçando para lá e para cá no topo do cérebro, mas sim quando enraíza no profundo do coração para que seja uma defesa invencível ao resistir e repelir todos os estratagemas da tentação”.
3) Confiança (é preciso entregar-se pelo evangelho)Além de conhecer e acreditar no evangelho, também é preciso entregar-se e assumir um compromisso definitivo com o evangelho. A Bíblia mostra que até o diabo e seus demônios conhecem o evangelho e sabem que é verdade; veja o que Tiago disse: “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem” (Tg 2.19). Conhecer a Bíblia e concordar com ela, portanto, não é suficiente para a salvação. O Rev. James Boyce escreveu que “compromisso é o ponto no qual passamos a linha delimitadora de pertencermos (como pensamos) a nós mesmos e nos tornarmos verdadeiros discípulos do Senhor”. Ter fé é mais do que “saber”, é viver o evangelho. A verdadeira fé envolve uma profunda mudança de valores, uma maneira diferente de ver o mundo e a confiança em Jesus. Sproul usou a analogia da cadeira para explicar isso: “Podemos crer que uma cadeira suportará nosso peso, mas não demonstramos confiança pessoal na cadeira até que nos sentemos nela”.
Compreender estas três dimensões da fé é um exercício fundamental para fazermos a auto-avaliação recomendada por Paulo: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé…” (2 Co 13.5). Que fé você tem? Em que você acredita? Saber sem confiar é pura divagação, não leva a nada. Confiar sem saber é fanatismo, e leva ao suicídio intelectual. Paulo disse: “sei em quem tenho crido” (2 Tm 1.12) e por isso viveu e morreu pelo evangelho. E você…?

QUE BALADA E ESSA?



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Dançar, brincar, encontrar amigos, conhecer novas pessoas, enfim, se divertir. Que jovem não gosta disso? Apesar de muitos acreditarem que essas atividades só podem ser bem aproveitadas se acompanhadas de bebidas alcoólicas ou outras drogas, uma boa parte da galera mais nova vem mostrando que, para curtir a vida, o que importa é estar disposto a desfrutar de momentos de alegria e diversão sem que seja preciso se contaminar com a falsa felicidade tão comum no mundo atual. E é assim que uma grande parte da juventude cristã tem feito para se divertir e chamar a atenção de outras pessoas, através de festas e eventos, conhecidos geralmente como baladas gospel(programações evangélicas voltadas especificamente para o lazer e o entretenimento).Mesmo possuindo uma característica diferente das reuniões evangélicas tradicionais, ou seja, fugindo do padrão habitual dos cultos em igrejas, esse tipo de evento é denominado, por organizadores e até mesmo pela maioria dos freqüentadores, como uma estratégia de evangelismo que visa levar a mensagem de Jesus Cristo de uma maneira mais divertida e diferenciada.Eficazes ou não, o fato é que, independentemente de resultados, esses eventos têm atraído cada vez mais os jovens cristãos e um grande número de não-evangélicos também. De acordo com uma pesquisa feita, a porcentagem de jovens não-crentes que costuma estar presente nos eventos chega a 35%. Uma das coisas que colaboram muito para esse índice, segundo Dj Nandao Kareka, é o fato de os pais se sentirem mais seguros em permitir que seus filhos participem de eventos em ambientes livres de drogas, álcool e prostituição.


Compromisso com a obra de Deus


Assim como em diversos grupos e comunidades, nem todos os jovens que freqüentam as baladas gospel estão focados em um mesmo objetivo. Muitos enxergam os eventos como apenas ambientes de lazer e entretenimento, porém, existem aqueles que mesmo gostando de curtir uma boa festa, visam ganhar almas para o reino de Deus.Apesar de haver uma certa resistência a esse tipo de tática evangelística, o Rev. Renato lopes afirma que, a despeito dos métodos, o que os líderes ministeriais precisam fazer é orientar os jovens para que eles sejam comprometidos com a obra de Deus. A mensagem pregada dentro dessas festas pode ter uma grande influência na vida dos jovens ou pode apenas servir para entreter, afirma o pastor, que garante, ainda, que o resultado obtido vai depender de como essas estratégias serão trabalhadas na vida do jovem.Dj Nandao Kareka pensa da mesma forma. Não é à toa que a equipe do Dj Ministry não é formada apenas por organizadores de eventos e animadores de festa. De acordo com ele, o grupo é formado também por pastores e líderes que, além de ministrar aos jovens, realizam um trabalho de acompanhamento daqueles que se converteram durante algum evento.O produtor admite que uma estratégia nova requer algum tempo para adquirir reconhecimento, mas garante que resultados positivos são o que não faltam. Vale a pena investir nesse público.

Mais Que Vencedores


Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou” (Romanos 8.37)
Ninguém gosta de perder! O desejo de ganhar e de conquistar está no nosso sangue. Vivemos buscando o sucesso na vida e criamos nossos filhos para serem vencedores. Julgamos-nos preparados (e programados) para ganhar, mas raramente sabemos lidar com a realidade das perdas. Por isso, o texto de Paulo em Romanos 8.37 é muito atraente. Lemos de peito aberto: “somos mais que vencedores”. Mas como entender isso quando o médico diagnostica o câncer, ou quando o casamento termina em divórcio, ou ainda quando aquele filhinho querido e tão carinhoso cresce, se torna um desconhecido e se perde em amizades perigosas? Como ler em Paulo que somos mais que vencedores quando somos demitidos do emprego, as dívidas se acumulam como uma grande bola de neve e precisamos viver da bondade e do socorro de parentes e amigos?
Quando lemos Romanos 8, porém, descobrimos que Paulo está falando de algo muito superior. Aliás, a força da expressão “somos mais que vencedores” está justamente no contexto imediatamente anterior, quando Paulo fala de “tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada”, e ainda diz que “somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados ovelhas para o matadouro” (vs.35-36). Aí, então, ele afirma que “em todas estas coisas (ou seja, apesar delas), somos mais que vencedores”.
Isso quer dizer que ser um vencedor, na compreensão de Paulo, não estava relacionado com circunstâncias externas favoráveis ou mesmo com um estado de mente livre de qualquer ansiedade. A verdadeira vitória, aquilo que nos torna mais que vencedores, segundo Paulo, tem um caráter essencialmente relacional e tem a ver com a pergunta “Quem nos separará do amor de Cristo?” (v.35). “…somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”. Nossa maior vitória não tem a ver com sucesso profissional, prosperidade financeira, sorte no amor etc., mas com a certeza do amor de Deus por nós. Saber que somos amados e aceitos por Deus, imerecidamente, apesar do pecado que habita em nós, e que ninguém e nada pode nos tirar isso, é o que nos leva a exclamar, com toda convicção: “somos mais que vencedores”. Paulo estava convicto de que o amor de Deus é tão grande e incondicional que “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (vs.38,39).
Na nossa cultura pragmática e competitiva, o conceito de vitória está relacionado com resultado. Quem chegar primeiro, é o vencedor! E quem vai chegar em primeiro será quem for o melhor, o mais preparado, o mais forte, o mais inteligente, o mais esperto, o mais… Segundo Paulo, porém, o conceito de vitória não tem a ver com um resultado produzido pela nossa própria capacidade pessoal, mas com o fato de que Deus nos ama gratuitamente. Não somos mais que vencedores por alguma conquista pessoal, mas porque Deus “nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57). Assim, Paulo também diz: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo” (2Co 2.14).
Vivendo num mundo que nos impõe tantas perdas, as palavras de Paulo são como uma luz na escuridão. Saber que, apesar de nossas perdas, fracassos, limitações e incompetências, podemos ser “mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” nos liberta da tirania da concorrência e da competitividade. Quando vemos os outros e a nós mesmos do ponto de vista do amor de Deus, ficamos seguros o suficiente para não depender de reconhecimentos e elogios, bem como para evitar a inveja e a cobiça. Como Henri Nouwen diz: “estou convencido de que muitos dos meus problemas emocionais se derreteriam como neve ao sol se eu pudesse deixar que a verdade do amor de Deus, que não faz comparações, penetrasse em meu coração”. Deus o abençoe.

Como voce ve a sua igreja


Em seu livro “Igreja: Por que se Importar?”, Philip Yancey fala sobre a sua peregrinação de retorno à igreja, depois de um longo período de afastamento e a superação de muita mágoa e ressentimento no coração. Assim como ele, muitos hoje também se decepcionam com a igreja, pelos mais variados motivos: hipocrisia dos membros, falta de atenção, espírito de competição, desorganização da liderança, frieza espiritual etc. No livro citado, Philip Yancey revela que a raiz do problema estava na maneira equivocada como ele olhava para a igreja. Assim, ele aponta algumas sugestões para nossa melhor compreensão e visão do que significa ser igreja. Preste atenção, e…
Olhe pra cima
Temos a tendência de enxergar a igreja de uma forma muito consumista. Quando isso acontece, vamos ao culto como clientes, esperando, ainda que de forma inconsciente, sempre “satisfazer nossas necessidades”. Como nossa maior preocupação está em nós mesmos avaliamos o sucesso da igreja e de suas atividades de acordo com o nosso gosto pessoal. Esse comportamento é uma decorrência do fato de não olharmos para cima, compreendendo que a igreja não é um organismo com vida e luz própria, mas um corpo que tem uma cabeça de onde emana controle, ou uma noiva, que se completa com a chegada do noivo. Cristo é o centro da igreja. Sem ele, nada podemos fazer (Jo 15.5). Ele, e não nós, deve ser a razão primeira de ser da igreja; Ele, e não nós, deve ser agradado; Ele, e não nós, deve ser adorado. É verdade que a igreja também é um lugar de cura, um lugar de ajuda, um lugar onde nos alimentamos e encontramos refúgio. Mas tudo isso deve ser uma conseqüência do fato de que é ali que as pessoas têm um encontro com Deus. Quando olhamos para cima, saímos da posição de espectadores e assumimos nossa verdadeira posição de adoradores.
Olhe ao redor
Além de olhar para cima, também precisamos aprender a ver a igreja, olhando ao redor… e descobrir que a igreja é composta de pessoas diferentes de nós. Philip Yancey comenta que no seu retorno à igreja cometeu o erro de procurar intencionalmente igrejas compostas de gente igual a ele: “Procurava uma congregação no meu nível de preparo acadêmico, com meu pano de fundo de conhecimentos bíblicos e meus gostos quanto aos hinos e à liturgia”. A verdade, porém, é que a igreja foi a primeira instituição do mundo a nivelar igualmente judeus e gentios, homens e mulheres, escravos e livres, negros e brancos. Precisamos aprender que unidade não significa uniformidade e diversidade não significa divisão. A igreja é composta de pessoas diferentes, com temperamentos, gostos, níveis sociais e histórias diferentes. Essa diversidade nos ajuda a entender que não estamos sozinhos, a aceitar opiniões diferentes, a exercitar a humildade de ceder em prol da comunidade, a descobrir que o “nós” é mais importante que o “eu”.
Olhe para fora
O arcebispo William Temple foi o primeiro a dizer que a igreja é a única sociedade cooperativa do mundo que existe em benefício dos que não são seus membros. Em nossa busca pelo conforto, muitas vezes nos esquecemos que a igreja existe fundamental e irreversivelmente relacionada com uma missão: fazer discípulos, ser sal da terra e luz do mundo. Não é por acaso que a palavra grega traduzida por “igreja” seja “ekklesia”, que significa, literalmente, “chamados para fora” (do mundo e para o mundo). Missão não é aquilo que a igreja faz, organiza ou patrocina, mas aquilo que ela é, por natureza. Existimos para servir e, como alguém já disse, “uma igreja que não vive para servir, não serve para viver”. Uma igreja que não olha para fora, que não se envolve com a comunidade ao seu redor, que não se preocupa com as questões sociais e espirituais que a cercam, poderá ser um clube, um SPA, uma ONG, uma terapia de grupo, mas nunca uma igreja do Senhor Jesus. O famoso pregador internacional Luis Palau disse certa vez que a igreja é como o esterco: se empilharmos num só lugar, vai cheirar mal; mas se o espalharmos pela terra, enriquece o solo e produz crescimento. Jesus disse que se o sal (e ele comparou a igreja com o sal) perder o seu sabor, a sua capacidade de gerar sabor e preservar, influenciar, para nada mais seve… Assim, quando aprendermos a enxergar a igreja olhando para fora, estaremos mais interessados naquilo que podemos dar por ela e para ela do que com aquilo que ela pode nos dar.
Olhe para dentro
Depois de olhar para cima, ao redor e para fora, também precisamos enxergar a igreja olhando para dentro de nós mesmos. O grande mal dos fariseus, na época de Jesus, era que eles estavam mais dispostos a olhar para os defeitos e erros dos outros do que para as suas próprias deficiências: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?” (Mt 7.3). Os fariseus haviam invertido a situação: viam ao redor aquilo que deveriam ver em si mesmos (os pecados) e viam em si mesmos aquilo que deveriam ver nos outros, ao redor (as virtudes). A igreja deve ser o lugar onde podemos olhar para nós mesmos e ver aquilo que de fato somos: pecadores perdoados e alcançados pela graça. Às vezes é preciso refletir: com o que a igreja iria se parecer se todos fossem como eu? Olhando para dentro, aprendemos a cuidar da própria conduta, a lutar para no que depender de nós, manter a paz com todos, deixando os irmãos viver uma vida de liberdade, preservando assim a comunhão. Quem não vê a igreja olhando também para dentro de si mesmo, tem uma postura sempre muito crítica e julgadora, para não dizer aprisionadora.
Que Deus nos ajude a compreender a igreja e aprender a amá-la, olhando para cima, ao redor, para fora e para dentro. Deus o abençoe.

Esperanca para os Cansados e Sobrecarregados

A vida nas grandes cidades está ficando cada vez mais difícil. O medo da violência, a loucura do trânsito, a luta pela sobrevivência profissional, a falta de tempo para a família, a poluição sonora, visual e atmosférica, e a sobrecarga da informação são apenas alguns dos fatores geradores de stress, ansiedade e cansaço emocional.
Vivemos tensos, nervosos, estressados e ansiosos. E isso tudo reflete diretamente na maneira como nos relacionamos (ou deixamos de relacionar) com as pessoas que mais amamos. Com medo, acabamos ficando muito reativos, sempre na defensiva, e dificilmente somos capazes de manter a serenidade e o equilíbrio emocional.
Para gente assim, como você e eu, Jesus faz um convite irrecusável: “Venham a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados e eu lhes darei descanso” (Mateus 11.28). Veja que ele não diz “venham para a religião”, mas sim “venham a mim”. O que Jesus pode oferecer é muito diferente daquilo que a religião pode oferecer. Geralmente, a religião, ao invés de alívio, nos impõe uma sobrecarga ainda maior de regras e obrigações. Mas Jesus propõe algo diferente: alívio e descanso real.
A grande questão, porém, relacionada com este convite de Jesus, é a maneira pela qual poderemos experimentar descanso e alívio. A proposta de Jesus é dupla:
1) Tomem sobre vocês o meu jugo. O jugo é aquela peça de madeira que se utiliza desde a Antigüidade para controlar o animal usado para lavrar a terra. Preso sob o jugo, o animal é dominado pelo lavrador. Para não ferir o animal, entre o jugo e o animal se colocava um “fardo” de areia. O “jugo” e o “fardo” são símbolos de uma relação de submissão. Essa relação pode causar sofrimento, se o “jugo” é severo e o “fardo” é pesado. Mas Jesus nos diz que o seu “jugo é suave” e o seu “fardo é leve”. Ao contrário dos romanos, que impunham seu domínio político pelo uso da força, ou dos fariseus radicais, que impunham seu domínio religioso pelo peso das regras e das leis, Jesus seguia a lei do amor. E o principal diferencial da lei do amor é que ela não se impõe, mas se oferece. Certa vez, Jesus disse que “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (João 15.12). Jesus pode oferecer descanso real para nossas almas, porque enquanto todos estão preocupados em tirar algo de nós, ele nos oferece a sua vida. Nossa dívida para com ele é de gratidão. Podemos viver para ele porque ele primeiro morreu por nós.
2) Aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração. Além de se submeter a Cristo, somos convidados a aprender dele e com ele. Ninguém teve tantos motivos para entrar em desespero como Jesus, ninguém viveu tantas tensões, ofensas, humilhações e agressões quanto Jesus, mas a sua postura nos ensina que as coisas não se resolvem a partir da lei da ação e reação. A mansidão, tão desprezada e até mesmo ridicularizada nos dias de hoje (onde “ninguém pode levar desaforo pra casa”), sempre foi a marca do grande Mestre. A palavra “mansidão”, na Bíblia, é a mesma para descrever um cavalo selvagem que foi domado. Ser manso não significa ser fraco ou covarde. Ser manso, de acordo com a Bíblia, é ter “força sob controle”. É não ter que revidar a força com a força. Se buscamos descanso, precisamos aprender o segredo de Jesus. Gandhi e Martin Luther King Jr. são exemplos modernos de que a violência só pode ser vencida a partir da não-violência.
Jesus oferece esperança para os cansados e sobrecarregados neste mundo cada vez mais caótico. Mas para isso, precisamos tomar o seu “jugo” sobre nós, reconhecendo que a verdadeira liberdade não é simplesmente fazer o que se quer, e entendendo que é dando que se recebe. Jesus ensinou isto através da sua postura de mansidão e humildade, e nos convida a participar deste aprendizado, para que venhamos a experimentar alívio e dias melhores.